O dia 17 de maio é considerado o Dia Internacional contra a Homofobia. A data foi escolhida porque em 17 de maio de 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID).

A luta contra o preconceito que atinge LGBTI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Intersexuais e outras identidades de gênero) ainda está longe de alcançar conquistas definitivas no sentido de extinguir a perseguição e violência a uma pessoa baseado exclusivamente em sua orientação sexual. Ainda temos um longo caminho a percorrer, inclusive no mercado de trabalho e mundo corporativo.

Uma pesquisa realizada pela Consultoria de Engajamento Santo Caos, em 14 estados brasileiros, com profissionais LGBTI+ na faixa etária de 18 a 50 anos mostrou que:

  • 41% dos gays afirmam ter sofrido discriminação por sua orientação sexual no ambiente de trabalho
  • 33% das empresas brasileiras não contratariam pessoas LGBTI+ para cargos de liderança

Apesar do cenário desfavorável, uma nova geração de executivos em altas posições está demonstrando que a saída é não ter medo de se assumir. Um estudo da ONG americana OutNow, aponta que 1 em cada 3 gestores gays no Brasil já não sente mais medo de esconder de seus superiores e subordinados a sua orientação sexual.

Nosso superintendente comercial da PGMais, Thiago Gomes, sempre tratou do assunto com naturalidade. “Nunca saí contando pra todo mundo que sou gay, mas também nunca escondi de ninguém. E nunca fingi ser algo que eu não sou, seja no ambiente pessoal ou profissional”, afirma. Hoje numa posição de liderança, Thiago relembra que no início da carreira teve a vida vasculhada nas redes sociais e comentada em reuniões de diretoria. “Já falaram da minha gravata cor de rosa e do meu cabelo, o que se reforçou quando comecei a me destacar profissionalmente. Nunca deixei comentários machistas ou preconceituosos prevalecerem.”

Menos preconceito e mais resultado

Dados da pesquisa OutNow mostram que, entre os LGBTI+ declarados, 75% acreditam que são produtivos no trabalho – já entre os que não falam sobre a questão o número cai para 46%. Quem não está 100% confortável consigo mesmo ou se sentindo completo, acaba produzindo menos.

Diante disso, líderes que possuem a coragem de se assumir, geram um efeito benéfico em toda a cadeia: se tornam inspiração para quem sente medo de que sua orientação atrapalhe o desenvolvimento na companhia.

Por isso, é importante que as empresas criem condições objetivas, como extensão de benefícios, treinamentos em diversidade, sistema de ouvidoria eficiente, e garantam um ambiente mais acolhedor. Aqui na PGMais, o respeito à diversidade é um dos valores da empresa e foi destaque na nossa Pesquisa de Clima Organizacional, realizada pela Great Place To Work. No questionário, o item “Aqui eu posso ser eu mesmo” foi uma das notas mais altas que tivemos, o que muito nos orgulha.