Cobrança no Brasil: conheça a história
1 de setembro de 2022

Cobrança no Brasil: conheça a história

Neste artigo, preparado pelo nosso CEO, Paulo Gastão, contamos um pouco da história da cobrança no Brasil. Venha com a gente e confira esse relato.

Como era feito cobrança no Brasil na década de 80?

Menos de 30 anos de idade…. perde pontos!

Também perdia pontos quem morava de aluguel havia menos de dois anos, trabalhava na empresa havia menos de um ano, não tinha colchão ou geladeira em casa.

Assim nasceu o credit score no Brasil, lá nos anos 80.

O credit score era feito à mão, em tempo real.

Isto é, se a pessoa somasse mais de 14 pontos perdidos não tinha jeito e o crédito era negado. Opa, mas não era bem assim que acontecia.

Um crédito não podia ser negado. Então o consumidor buscava um avalista ou uma grande entrada e potencializava o crédito para mostrar que poderia comprar e pagar! E quem não pagava?

Você sabia que eram os cobradores – donos de um “portfólio de devedores” – que decidiam qual estratégia de cobrança a ser usada pra cada pessoa?

Eles tinham uma fichinha impressa com o nome do inadimplente, que ficava armazenada dentro de uma caixinha de madeira.

Uma empresa de cobrança era avaliada pela quantidade de bicicletas ou motos e cobradores externos! Também era pela quantidade de municípios que a empresa estava presente – quanto mais fisicamente próximo do inadimplente maior era sua probabilidade de resultado e o seu valor.

Esse comportamento mudou um pouco depois que a telefonia se popularizou no país.

Mas pouquíssimas pessoas dispunham de cerca de 4 mil dólares para comprar uma linha telefônica.

A maioria pagava um aluguel mensal de 100 dólares pela linha. Mas facilitou nosso trabalho.

Como a cobrança evoluiu na década de 90?

Foi só na década de 90 que os primeiros modelos de CRM foram construídos.

Nessa época também foi criada a placa discadora, que nos possibilitou fazer uma automatização da discagem.

A privatização das telecoms, em 1998, foi um grande divisor de águas para a gente.

Reduziu os custos da telefonia, ampliou a rede e, principalmente, facilitou o acesso a toda população ao telefone. Foi nessa época que criamos o primeiro sistema de relacionamento de cobrança.

Antes, um cobrador conseguia trabalhar entre 25 a 30 contas por dia. O sistema de discagem ampliou a capacidade de contato para 60 a 80 contatos por dia.

A automação duplicou essa capacidade para 120 a 150 contatos por dia, reduzindo ainda o tempo de trabalho para 6 horas por dia.

Agora, o cobrador também mudou de cargo e tornou-se o recuperador de crédito.

Hoje, a cobrança no Brasil evoluiu muito graças a tecnologia!

Dessa forma, tivemos a popularização dos celulares e da internet. Com isso, vieram outras formas de cobrança, mas essa história da cobrança no Brasil.

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* Paulo Gastão, é CEO da PGMais, e autor deste artigo.

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